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A cura do cego e a nossa cura


Texto: JoA?o capA�tulo 9

Esse A� um dos diversos textos que narra o poder de Jesus de curar. E nA?o A� a cura de uma dor de cabeA�a, de uma febre (curou a sogra de Pedro), de uma dor nas juntas, etc.. Ele curou um cego de nascenA�a. Tanto naquela A�poca quanto nos dias de hoje esse millagre A� extraordinA?rio. Se Jesus desse uma passada pelas bandas da Barra Funda iria ser muito bem-vindo no Instituto Laramara.

Nesse texto encontramos alguns diA?logos interessantes:

a)A�A�A�A�A� Jesus e os discA�pulos
b)A�A�A�A�A� Jesus e o cego
c)A�A�A�A�A�A� Os vizinhosA� e o cego
d)A�A�A�A�A� O cego e os fariseus
e)A�A�A�A�A� Os pais do cego e os Fariseus
f)A�A�A�A�A�A� Os fariseus e o cego novamente

Em todos estes diA?logos o que existe A� uma tentativa de entender o que e fato aconteceu, se aconteceu, por que aconteceu, como aconteceu, quem fez acontecer, com que poder aconteceu., etc… A cura do cego deu pano para manga.

Jesus revela o propA?sito daquilo tudo: a�?Para a glA?ria de Deusa�?. Ou seja a cura do cego de alguma forma traria louvor a Deus.

Ainda hoje Jesus quer nos curar para que seu nome seja glorificado. NA?o apenas enfermidades fA�sicas, mesmo porque essa nA?o foi a A?nica consequencia do pecado, mas tambA�m enfermidades da alma, do carater.

Que curas Jesus deseja realizar em nA?s para que seu nome seja glorificado?

1 a�� Curar do nosso juizo temerA?rio

a�?Quem pecou?a�? Na cabeA�a judA?ica dos discipulos, com sua teologia DeuteronA?mica, ou seja, coisas boas acontecem com pessoas boas e coisas ruins acontecem com pessoas ruins, aquele cego estava naquela condiA�A?o por que alguA�m pecou, ou ele ou seus pais.

NA?o importava tanto o sofrimento do rapaz, as limitaA�A�es porque passou na vida, a conclusA?o ali era: NA?o sei que vocA? A�, mas uma coisa sei: alguma coisa errada vocA? fez.

Os discA�pulos precisariam aprender a nA?o julgar, por que seu juA�zo era feito baseado nas aparA?ncias e conclusA�es precipitadas: a�?Nem ele nem seus pais pecarama�? (v.3)

Algumas pessoas ouvem algo sobre a outra a jA? tiram as suas conclusA�es sem conhecer a histA?ria toda. a�?NA?o julgueisa�? (Mt 7)

Exemplo: Ao Pr. IrismA?nio disseram: Ser missionA?rio na Espanha atA� eu gostaria. Quem disse isso nA?o sabe que para ir para a Espanha o casal teve que abrir mA?o de muita coisa no Brasil, Gastar um bom dinheiro com documentaA�A?o, perder 2 anos da faculdade da filha, viver num pais onde as Igrejas nA?o tem a cultura de ajudar o pregador, etc…

2 a�� Curar do nosso tradicionalismo

Um dos motivosA� que levaram os Fariseus a pegar no pA� do cego, dos pais e do prA?prio Jesus foi que a cura aconteceu num sA?bado. O tradicionalismo era tA?o forte que o sA?bado se tornou mais importante que o prA?prio homem. Noutra ocasA?o Jesus os repreende dizendo que o sA?bado foi criado por causa do homem e nA?o o contrA?rio. Isso nos leva a outra cura necessA?ria:

3 a�� Curar da falta de misericA?rdia

Noutra ocasiA?o trouxeram a Jesus uma muher pega em adultA�rio. NA?o importava tanto a mulher, mas o que fazer com o pecado dela. Apedrejar? Sim, A� o que a lei manda, e Jesus cumpre a Lei mostrando que a JustiA�a baseada na Lei faz que nos apedrejamos uns aos outros atA� que nA?o fique mais ninguA�m de pA�. Jesus quer nos curar da falta de misericA?rdia, antes que nA?s mesmos sejamoa apredejados.

Exemplo: Pastor Mario que socorreu uma vA�tima de acidente que era prostituta. Mais tarde a mulher se converteu e comeA�ou a frequentar a Igreja. Alguns diA?conos disseram: Aqui nA?o.

Isso nos leva a outra cura necessA?ria:

4 a�� Curar do nosso orgulho e preconceito

a�?VocA? nasceu todo em pecados como ousa nos ensinara�? (v.34)

NA?o A� novidade que os Fariseus eram orgulhosos e preconceituosos, mas e nA?s? Somos abertos e inclusivos ou fazemos acepA�A?o de pessoas?

Exemplo: MA�dicos cubanos: FaceBook
A cura do cego e a nossa cura

a�?Sim, Micheline Borges, as mA�dicas cubanas, de fato, parecem-se com as suas empregadas domA�sticas. Eu tambA�m me pareA�o com a sua faxineira e a sua cozinheira. E, se me permite a comparaA�A?o, Barack Obama tambA�m A� cara dos garA�ons dos restaurantes que vocA? deve frequentar, dos vendedores de coco na praia, da maioria dos presidiA?rios brasileiros, dos desempregados e subempregados do paA�s.

Feita estaA�constataA�A?o certeira, seria legal se vocA? se perguntasse por que A� uma ilha de loiridA?o e alvura cercada de tantos pretos pobres por todos os lados. SerA? determinaA�A?o do destino que estabelece que as pessoas nA?o-brancas tenham que se tornar empregadas domA�sticas de michelines? SerA? prescriA�A?o do OrA?culo de Apolo que pessoas com cara de micheline sejam jornalistas casadas com engenheiros?

Pergunte-se, alA�m disso, qual A� a magia que fizeram em Cuba para que tantos que bem poderiam ser suas empregadas domA�sticas sejam hoje mA�dicas que embarcaram para este paA�s, de saA?de pA?blica de terceira, a fim de ajudar pessoas de todas as cores que nA?o sA?o ajudadas pelas alvas michelines que moram ao lado.

NA?o, Micheline, eu nA?o diria a�?coitada da nossa populaA�A?oa�? de pessoas com cara de empregadas domA�sticas porque serA?o atendidas por mA�dicos com a mesma cara delas. Eu tenho pena A� do coitado deste paA�s, aA�oitado pela mentalidade-micheline, que resolve que o lugar de pessoas com cara de empregadas domA�stica A� na cozinha das suas casas, fazendo a limpeza ou picando cenoura para o jantar. Na falta de uma boa e velha senzala…a�?

Wilson Gomes – Professor da UFBA

Numa outra ocasiA?o em que Jesus cura um cego algo intrigante acontece (Mc 8:22-25). Uma cura em duas etapas. 1A? Etapa cura parcial, vendo pessoas como A?rvores. 2A? Etapa cura completa, vendo pessoas como pessoas.

Que Jesus nos cure hoje. Que Ele nos cure todos os dias. Que possamos enxergar corretamente.

Deus abenA�oe a todos.

2 ideias sobre “A cura do cego e a nossa cura

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